Rio Branco-AC - Quinta-Feira, 11 de Março de 2010 - 19:30:08   
:: Federação das Indústrias do Estado do Acre

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HISTÓRIA

No começo da década de 70 do século XX, os empresários acreanos que já direcionavam suas atividades para a indústria ainda não estavam organizados em sindicatos, embora alguns empreendedores de fibra promovessem reuniões visando preencher tal lacuna. Nessa época a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas tinha sua jurisdição estendida ao Estado do Acre. Sob a presidência de João de Mendonça Furtado, e com o apoio de Thomaz Pompeu de Souza Brasil Neto, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a FIEAM desenvolvia ações capazes de concorrer para a implantação de estruturas, no Acre, susceptíveis de disponibilizar para a comunidade estadual os benefícios do Serviço Social da Indústria (SESI) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

Era o período áureo da política de integração nacional, preconizada pelo Governo Federal: “Integrar para não entregar”. Isto em relação ‘a Amazônia. Tinha o aval da CNI, que, em caráter excepcional, criara o Fundo da Transamazônica (FUNTRAM), constituído por 3% dos orçamentos dos departamentos regionais mais ricos. Objetivo: dar suporte financeiro ‘a instalação e manutenção de centros de atividades do SESI nas cidades localizadas ao longo da rodovia Transamazônica. Rio Branco foi uma das últimas cidades contempladas com o projeto.

Trabalhando com tenacidade para alcançar o objetivo de criação de uma Federação, os industriais começaram a desenvolver ações, logo a partir de 1973, para se organizarem em associações de classe, por grupo de atividades. Pela legislação daquela época, era o primeiro passo para a criação de sindicatos patronais. Exigia-se também um mínimo de cinco sindicatos para viabilizar uma federação autônoma.

Não foi um processo fácil; mas o entusiasmo de empresários como Mustafá Zacour EL-Hindi, Pedro Gadelha dos Santos, Manoel Gonzaga Bezerra, Mirtil Silva de Carvalho, Naildo Carlos de Assis, Reginaldo Pereira Pontes, José Afonso Bastos Zaire, Jorge Wanderlau Tomás, João Oliveira de Albuquerque, Antônio José Ribeiro, Jorge Moura, e muitos outros fizeram surgir as primeiras associações empresariais da indústria acreana. Logo em seguida os sindicatos foram viabilizados.

O primeiro foi o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Acre (SINDUSCON). Fundado em 7 de novembro de 1985. Um ano mais tarde, em 11 de setembro de 1986, surgia o Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Estado do Acre (SINDPAN). Em 8 de julho de 1987, o então Ministro do Trabalho, Almir Pazzianotto Pinto, homologa a criação do Sindicato da Indústria de Serrarias, Carpintarias, Tanoarias, Madeiras Compensadas e Laminados, Aglomerados e Chapas de Fibra de Madeira do Estado do Acre. Três meses depois, em 10 de outubro, ganha forma jurídica o Sindicato da Indústria de Olaria do Estado do Acre. Em 14 de janeiro de 1988 é reconhecido o estatuto do Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado do Acre.

Com cinco sindicatos reconhecidos oficialmente, estavam reunidas as condições para implantar a Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC).

Em 7 de julho de 1988, os representantes sindicais, reunidos em assembléia geral, aprovam a fundação da entidade, que tem como presidente provisório escolhido em escrutínio secreto, o empresário Naildo Mendes de Assis. Em 10 de dezembro do mesmo ano, a FIEAC elege, enfim, a sua primeira diretoria: presidente Jorge Wanderlau Tomás; Vice Presidente Antônio José Ribeiro; Secretário Jairo Alexandre de Oliveira; Tesoureiro Jorge José de Moura e Diretor Social Mirtil Silva de Carvalho. Os suplentes da diretoria eleitos foram: José Ribamar de Nina Lamar, Alberto Furtado de Oliveira, Aristides Formighieri Júnior, João Geraldino de Souza e Pedro Licínio de Moura. O Conselho Fiscal foi formado por Manoel Gonzaga Bezerra Filho, Carlos Takashi Sasai e José Alberto de Moura. Como suplentes ficaram os empresários José Gilson Araújo da Silva, Nilson Ferreira Bessa e José Marques Geber. Para a Delegação Federativa Jorge Wanderlau Tomás e Antônio José Ribeiro tendo como suplentes Jorge José de Moura e Mirtil Silva de Carvalho.

A partir do dia da posse (17 de abril de 1989, em sessão solene no auditório do Banacre, com a presença do então presidente da CNI senador Albano Franco, e das demais autoridades do estado), a FIEAC passa a desempenhar um papel preponderante no desenvolvimento do Acre.

A consolidação definitiva do papel relevante da FIEAC no Estado se deu durante os dois mandatos consecutivos (1995 – 2003) do presidente João Albuquerque, que em conjunto com sua diretoria, enfrentou imensos desafios. No segundo semestre de 2002, conseguiu congregar em torno da entidade que presidia representantes de todos os segmentos produtivos do Acre (indústria, comércio, prestação de serviços, agricultura e pecuária), para a elaboração de um documento, que, pela sua relevância, constituiu uma verdadeira agenda para o crescimento do Estado. Este documento foi entregue a todos os candidatos que se apresentaram para disputar o governo do Acre (quadriênio 2003 – 2006) e com cada um deles debatido em sessões públicas abertas a todo o empresariado e membros da classe política.

No dia 17 de julho de 2003 toma posse na Presidência do Sistema FIEAC o engenheiro elétrico João Francisco Salomão, que administrará a FIEAC por um período de quatro anos (2003 – 2007).


                                                                             SISTEMA FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO ACRE