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No começo da década de 70 do século
XX, os empresários acreanos que já direcionavam
suas atividades para a indústria ainda não
estavam organizados em sindicatos, embora alguns empreendedores
de fibra promovessem reuniões visando preencher
tal lacuna. Nessa época a Federação
das Indústrias do Estado do Amazonas tinha sua
jurisdição estendida ao Estado do Acre.
Sob a presidência de João de Mendonça
Furtado, e com o apoio de Thomaz Pompeu de Souza Brasil
Neto, presidente da Confederação Nacional
da Indústria (CNI), a FIEAM desenvolvia ações
capazes de concorrer para a implantação
de estruturas, no Acre, susceptíveis de disponibilizar
para a comunidade estadual os benefícios do Serviço
Social da Indústria (SESI) e do Serviço
Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).
Era
o período áureo da política de integração
nacional, preconizada pelo Governo Federal: “Integrar
para não entregar”. Isto em relação
‘a Amazônia. Tinha o aval da CNI, que, em
caráter excepcional, criara o Fundo da Transamazônica
(FUNTRAM), constituído por 3% dos orçamentos
dos departamentos regionais mais ricos. Objetivo: dar
suporte financeiro ‘a instalação e
manutenção de centros de atividades do SESI
nas cidades localizadas ao longo da rodovia Transamazônica.
Rio Branco foi uma das últimas cidades contempladas
com o projeto.
Trabalhando
com tenacidade para alcançar o objetivo de criação
de uma Federação, os industriais começaram
a desenvolver ações, logo a partir de 1973,
para se organizarem em associações de classe,
por grupo de atividades. Pela legislação
daquela época, era o primeiro passo para a criação
de sindicatos patronais. Exigia-se também um mínimo
de cinco sindicatos para viabilizar uma federação
autônoma.
Não
foi um processo fácil; mas o entusiasmo de empresários
como Mustafá Zacour EL-Hindi, Pedro Gadelha dos
Santos, Manoel Gonzaga Bezerra, Mirtil Silva de Carvalho,
Naildo Carlos de Assis, Reginaldo Pereira Pontes, José
Afonso Bastos Zaire, Jorge Wanderlau Tomás, João
Oliveira de Albuquerque, Antônio José Ribeiro,
Jorge Moura, e muitos outros fizeram surgir as primeiras
associações empresariais da indústria
acreana. Logo em seguida os sindicatos foram viabilizados.
O
primeiro foi o Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Estado do Acre (SINDUSCON). Fundado em 7 de novembro
de 1985. Um ano mais tarde, em 11 de setembro de 1986,
surgia o Sindicato da Indústria de Panificação
e Confeitaria do Estado do Acre (SINDPAN). Em 8 de julho
de 1987, o então Ministro do Trabalho, Almir Pazzianotto
Pinto, homologa a criação do Sindicato da
Indústria de Serrarias, Carpintarias, Tanoarias,
Madeiras Compensadas e Laminados, Aglomerados e Chapas
de Fibra de Madeira do Estado do Acre. Três meses
depois, em 10 de outubro, ganha forma jurídica
o Sindicato da Indústria de Olaria do Estado do
Acre. Em 14 de janeiro de 1988 é reconhecido o
estatuto do Sindicato das Indústrias Gráficas
do Estado do Acre.
Com
cinco sindicatos reconhecidos oficialmente, estavam reunidas
as condições para implantar a Federação
das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC).
Em
7 de julho de 1988, os representantes sindicais, reunidos
em assembléia geral, aprovam a fundação
da entidade, que tem como presidente provisório
escolhido em escrutínio secreto, o empresário
Naildo Mendes de Assis. Em 10 de dezembro do mesmo ano,
a FIEAC elege, enfim, a sua primeira diretoria: presidente
Jorge Wanderlau Tomás; Vice Presidente Antônio
José Ribeiro; Secretário Jairo Alexandre
de Oliveira; Tesoureiro Jorge José de Moura e Diretor
Social Mirtil Silva de Carvalho. Os suplentes da diretoria
eleitos foram: José Ribamar de Nina Lamar, Alberto
Furtado de Oliveira, Aristides Formighieri Júnior,
João Geraldino de Souza e Pedro Licínio
de Moura. O Conselho Fiscal foi formado por Manoel Gonzaga
Bezerra Filho, Carlos Takashi Sasai e José Alberto
de Moura. Como suplentes ficaram os empresários
José Gilson Araújo da Silva, Nilson Ferreira
Bessa e José Marques Geber. Para a Delegação
Federativa Jorge Wanderlau Tomás e Antônio
José Ribeiro tendo como suplentes Jorge José
de Moura e Mirtil Silva de Carvalho.
A
partir do dia da posse (17 de abril de 1989, em sessão
solene no auditório do Banacre, com a presença
do então presidente da CNI senador Albano Franco,
e das demais autoridades do estado), a FIEAC passa a desempenhar
um papel preponderante no desenvolvimento do Acre.
A
consolidação definitiva do papel relevante
da FIEAC no Estado se deu durante os dois mandatos consecutivos
(1995 – 2003) do presidente João Albuquerque,
que em conjunto com sua diretoria, enfrentou imensos desafios.
No segundo semestre de 2002, conseguiu congregar em torno
da entidade que presidia representantes de todos os segmentos
produtivos do Acre (indústria, comércio,
prestação de serviços, agricultura
e pecuária), para a elaboração de
um documento, que, pela sua relevância, constituiu
uma verdadeira agenda para o crescimento do Estado. Este
documento foi entregue a todos os candidatos que se apresentaram
para disputar o governo do Acre (quadriênio 2003
– 2006) e com cada um deles debatido em sessões
públicas abertas a todo o empresariado e membros
da classe política.
No
dia 17 de julho de 2003 toma posse na Presidência
do Sistema FIEAC o engenheiro elétrico João
Francisco Salomão, que administrará a FIEAC
por um período de quatro anos (2003 – 2007).
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